quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aumente o volume





Aumente o volume.

Encantam-me tuas imagens
Teus manuscritos e teus impressos
Não as cores, nem as formas.
Quero dizer...
Não somente isso...

Encanto-me com o que observo,
Com o  que vem me dizer,
E pra onde vem me levar.

Pois é...
Agarra-me pelo pensamento.
E numa força interrompível
Encaminha-me a uma, duas, enfim
Infinitas viagens.
Lugares  onde revelam
O que há Dentro de mim.
E minuciosamente faz se imagem
e reflexo de meu espelho.

Revelo então, através de palavras escritas;
Meus pensamentos,
Minhas criticas, duvidas e observações.
Mas gosto mesmo  de cada registro dedicado a minha leitura.

Presentes são bem vindos ,mas confesso...
Prefiro os cartões, os bilhetes, as frases, cada palavra.
Uma, que seja!
Sim, tem gente que consegue ser resumível
Sem deixar de ser verdadeiro.
Quer tentar?

Bora lá!
Bora criar nossos personagens,
Bora expor nossas ideias.
Bora ocupar estes espaços.
Ditar leis, escreve-las.
Transmiti-las aos mais próximos,
Aos que caminham conosco.
Aumentar esta corrente,
Dialogarmos secretamente.

Mudar as vírgulas de lugar
Botar ponto final no que incomoda.

Bora concluir esta historia deixando
em cada contra capa,
passos dados, gritos calados, sorrisos conquistados.

Bora alimentar novas sementes.
Bora nos introduzirmos onde não fomos chamados, 
mesmo estando sempre presentes.

Maria Isabel.

domingo, 13 de maio de 2012


Com toda a força que há
Eu vou me perder no mundo
Fazer o que o coração mandar
Viver de amor profundo
Leva eu mundão
Vou mergulhar no fundo.

Foi o melhor que pude de fazer
Se o meu canto te fizer chorar
Não era essa a intenção
Meu canto é de clarear
Leva eu mundão
Porque eu só quero amar.

O que me move é a minha fé
No verso deste poema
Minha coragem de ser mulher
E lutar nessa vida plena
Leva eu mundão
Sou uma mulher na cena.

Joelma Coutinho

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ela




Assim,de repente...
Fez se parte de minha vida.
Eu,de longe a observava
Apenas por acaso,
sem encantamento algum.
E ela sequer notou minha presença
Sendo assim...
Não me aproximei.
Não por desprezo, nem orgulho...
E sim, por respeitar o querer estar sozinha
Surge então um novo dia.
Pra mim um reencontro.
Pra ela o primeiro encontro.
Contato visual.
Observâncias.
Admiração.
E suposições.
Permita a certeza estar presente.
Sim, que venha o conhecer.
Vozes se cruzam.
Olhares se descrevem.
Mãos transmitem.
Ela.
Um não sem dizer.
Sem entender.
Por temer.
Não.
Nem sei por que.
A ela.
O olhar
O  apresentar.
O querer tocar.
O deixar levar.
Ela.
O inacreditável.
O dedicar-se.
O querer.
O ter.
O saber manter.
A ela.
O abandonar a liberdade.
O querer mais que vontade.
O vivenciar.
O intencionar.
Ela...
Entrega
amor.
A Ela...
Amor
entregue.



(Maria Isabel)




quinta-feira, 15 de março de 2012

Bailado ao vento.




Alma sendo liberta
Pra ser sincera
Seria séria?
Oque encanta nela?
Será mesmo ela?

Será tua dança que fica nos olhos de quem a viu bailar?
Quem a viu jamais esquecerá.

E a poesia se alegra sendo sombra 
nos passos que se deixa ensinar.

És necessária entre muitas gerações.

Será tua historia que se faz para educar
ou a gentileza que teu riso sabe espalhar
que desperta tantas  emoções?

E dos amores...
Nem sei oque falar
Mas sendo seres...
Temos tudo para querer de tua dança ser par.

E se não souberes ser
antes tudo
um ser...
Jamais fará parte deste balancear.

E aos que buscam chamar-te de minha.
Um parecer quero contar...

A caixinha que ela habita
É o vento que sopra sem parar
Esta...
Não é bailarina para se guardar.


                                                 Maria Isabel Batista Oliveira.

sexta-feira, 9 de março de 2012



E hoje não te encontrei na hora do almoço...
Meu corpo se alimentou mas parte do meu eu ainda tem fome 
e as emoções estão brigando pela gota de tua palavra,de tua presença...
E quem as salvam de tudo isso?
Meu pensamento que agora as presenteiam com a lembrança de teu sorriso.



Maria Isabel.

sábado, 12 de novembro de 2011

Minha cruz

Minha cruz foi exito da fecundação, pelo prazer sem proteção, que vem sem mãe na certidão, injustiçado desde o parto conhecendo o inferno em vida.


Dito por: Arthur Farinha

domingo, 9 de outubro de 2011

Mulheres na cena




Acendam as luzes da esperança,
Há mulheres na dança.
Levantem e rasquem as cortinas da hipocrisia,
Há mulheres em cantoria.
Esbanjem os figurinos de puta,
Há mulheres na luta.
Reforcem os palcos da independência,
Há mulheres em resistência.
Uma salva de palmas platéia serena,
Há mulheres na cena.