domingo, 9 de outubro de 2011

Mulheres na cena




Acendam as luzes da esperança,
Há mulheres na dança.
Levantem e rasquem as cortinas da hipocrisia,
Há mulheres em cantoria.
Esbanjem os figurinos de puta,
Há mulheres na luta.
Reforcem os palcos da independência,
Há mulheres em resistência.
Uma salva de palmas platéia serena,
Há mulheres na cena.

sábado, 6 de agosto de 2011

Confissão do amor aos que amam.



Meus olhos que espiam este encontro
Não cessam de sorrir contentamento
Celebro minha existência entre os noivos
Sem pranto, sem magoa e sem lamento.

E do ontem á eternidade
Tenciono estar no ar que respiras
No calor em que ambos se aquecem...
Serei a chuva que vos purifica
Serei ofrio que abraçara avossa pele.

Não necessito ser segredo entre vos
Não temam asseverar que estou aqui

Importunarei...
Importunarei...
Im por tu na rei...
Enquanto em vossos olhos eu reluzir

E se por ventura extrair de vos a lagrima
Que seja de alegria esta surpresa
Deixem-me estar em vossas vidas
Não procurem saber de minha triste ausência.

Maria Isabel Batista Oliveira.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Não sabia



Mal sabia ela
Que a luta que a aproximara do seu amor
Seria a mesma luta que lhe separaria dele.
Mal sabia essa menina
Que os sonhos tão bem sonhados
Estavam sendo em vão.
Mal sabia a moça
Que seu coração tão fortalecido pela dor
Se apaixonaria tão perdidamente mais uma vez.
Sabia, mas não queria ver
Que um grande poeta pra ser grande
Precisa sofrer.

Joelma Coutinho

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Inverno mau





Uma florzinha congelada perguntou a outra: Que frio é esse?
E a outra florzinha congelada respondeu: É o inverno mau maltratando as flores e os amores.




Joelma Coutinho

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Cegueira




Cobro da vida uma solução para todos os problemas
Mas a danada insiste em calar
Calar... Assim, do mesmo jeitinho que eu.
Silenciar diante da fome
Calar diante das injustiças
E chorar só, por covardia ou por não saber o que fazer.

sábado, 14 de maio de 2011

Dadiva





Presentearam-me com palavras
e cultivei meus ensinamentos.
Presentearam-me com silencio
e pude escutar o meu querer.
Presentearam - me com sorrisos
e os transformei em escudos contra minhas tristezas.
Presentearam -me com abraços
e neles encontrei apoio.
Presentearam- me com amores
e vivenciei diversos sentimentos.
Presentearam-me com amigos
e ganhei uma familia que pude escolher.
Presentearam-me com sonhos
e aprendi que sonhos não tem limites.
Presentearam-me com caminhos
e deixei meus passos por ai.
Presentearam-me com a vida
e continuo seguindo numa eterna estrada de descobertas...
                                                           (Maria Isabel

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Baques com a realidade...



Mundo pequeno em extremo para uma mente tão vasta de idéias.
Idéias que dançam no subconsciente cada uma no seu próprio compasso.
Cada uma no seu ritmo, no seu estilo, com seu figurino...
Fazendo um grande baile de confusão.

Mas o universo lá lá fora
continua desproporcional ao espetáculo das idéias que bailam pelos pensamentos.

Porque o tango de todos os dias
não faz mais sentido

O balé clássico ficou bobo.

E a ópera da vida tornou-se inutil.

Joelma Coutinho